meu apego é pelo que foi e não pelo que virá. o futuro ao Deus dará, você me diz. mas esquece que no amanhã tem construção e tem escolha e tem coragem. nessa neurose quixotesca eu me perco. todo sentido vira circunstância de uma lembrança, memória ativa remoendo as entranhas do coração. nunca tão saudosista. nunca tão melancólica no dissabor do passado que teima em ser presente. e nessa retomada me ancoro e afundo. o medo também persegue feito sombra. não olhar para frente é um risco. viver exige um pouco mais.

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