05:40h questiono a falsa disposição. 05:42h o lençol fez desenhos na pele. 06h me recuso um banho. 06:20h tento um suco. 06:54h a simpatia disfarça o mal. 07:20h camuflo na profissão o desanimo. 08:15h funciono no modo automático. 08:41h apenas respire. 09h ainda o suco. 09:01h com biscoitos. 09:30h subo escadas. 09:31h vertiginosamente. 10: 14h perdi as pernas. 10:28h taquicardia. 10:59h faz calor. 11h constato o equívoco do tempo. 11:01h é outono. 11:22h apenas respire. 12:12h a voz materna me consola. 12:36h não precisaria dizer. 13:06h disfaço a cortesia. 13:23 posso chorar aqui? 14h careço de cuidados. 14:14h qualquer notícia me distrai. 14:27h o telefone não toca. 15:05h durmo por fraqueza. 16:56h sinto falta de algum inverno. 17:38h falta a minha casa. 17: 50h descascar o esmalte é distração. 17:51 falha. 18h preciso de um banho. 18:44h os mesmos sintomas. 18:45h ainda. 19:33h deveria ter tomado o chá. 19:34h mas esfriou. 20:02h assino os protocolos. 20:03h a burocracia médica me cansa. 21h espero com a doença coletiva. 21:47h o jaleco esconde alguma humanidade. 21:57h sequer me olha. 22h perco sangue em frascos. 22:26h espero - ainda - entre os doentes. 23:23h a conversa ao lado não convence. 23: 30h minha cama distante. 23: 36h deveria ter tomado banho às 06h. 23:55h o branco de tudo mantém - uniforme - o enjoo. 00:10h tenho veias finas. 00:11h constatação óbvia. 00:12h segunda agulha da noite. 00:24h horizontalizo em sonho. 00:39h o ar condicionado simula a minha saudade de inverno. 00:57h terceira agulha da noite. 01h a fragilidade é salva-guarda. 01:40h o banho. 01:41h enfim. 02:04h somo furos. 02:05h doloridos. 02:06h minha cama em passos. 09:09h dormi sem orar.

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