fui ao mar e molhei os pés. meu útero me impõe limitações. há esses dias de sangue. de inchaço. de pouco humor. de uma carência tão latente que dói. tento a reclusão e silencio. me auto-abraço porque não sei pedir carinho. minha parte mulher que limita me apura em outras vias. nestes dias sou da observação e me desdobro, sensível, ao que for hostil. é então que o amor carrega peso e reclama cuidado. tenho perdido o fôlego. tenho perdido o foco. mas insisto por sorte de outros dons.

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