12' jan. de 2009: eu sou a acrobata do banco da frente. só você me vê. me equilibra do lado. na ponta dos dedos. reflito no espelho. algum sorriso que diz enquanto me sustento a este cinto que me amarra, me livra do mal e do acaso. eu sou a acrobata do banco da frente. e sento ao lado. enlaço os dedos no seu cabelo como se quisesse chegar aquele lugar comum. vou deixar os vidros abertos-semi-abertos na esperança de que nos cruzem na velocidade. o amor, talvez. você me vê. respiramos o mesmo ar; estamos juntos. explodimos com discreta naturalidade. entre um passo e outro, espero. nossa certeza decifra. abismo. repita comigo: me abismo.


(minha versão para o
Memória e Projeto de Carlos Augusto Lima)

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