é fato que não sei escrever quando me salta a felicidade. fico muda. perco o fio da meada e desconcentro. a felicidade me entorpece. fico distraída me ocupando do meio sono - aquele que insisto, por resistência, todos os dias quando me deito. e vou contando as coincidências de nós dois, todos os acasos, as frações inesperadas do destino junto com as bobagens que tento narrar para explicar esse encontro que não cessa de parecer perfeito para a minha compreensão. me foge a razão, o coração já sabe. e se hoje eu amo, talvez tenha sido pela vontade enorme de não amar, num esforço que fiz para me ver livre da leveza insustentável dessa prisão, é que de repente, não mais que de repente: amo.

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