31 dez. de 2009: me despeço destes dias de fim sem sequer perceber que me bastaram. houve excesso. adoeci e voltei a roer as unhas. há em mim uma aflição típica, algum horror ao novo. as máximas de encerramento não me saciam a angustia. mas há que se ter paciência. eu deveria escrever num pedacinho de papel. chove incessantemente na cidade. penso nas possibilidades interpretativas da água como um símbolo de renovo. silencio e tento uma oração. que nos lave, amém.

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