22' abr. 2009 (d.t.l.l.): amo quando conheço o corpo. a forma. o toque. desenho com a ponta dos dedos cada pinta, cada sinal, cada cicatriz que me conta uma história. meu amor só cabe no sentido, na mão que se estende sobre a mão. no quente. o corpo quente no meu corpo frio. meu amor só se sabe quando dosa a temperatura de outro corpo. quando os dedos dos pés se cruzam e se conhecem. quando os pêlos eriçam num arrepio que veio da voz, do cheiro, do que há além da minha expressão de amar. eu sinto. e não sei ser senão do amor que me cabe na pele. ao extremo sul do meu corpo me encaixo e enlaço no peito que me põe a cabeça e me descansa num sono de futuro. amo quando sinto o depois. quando durmo e acordo num espaço que cabe outro corpo além do meu. meu amor é de enlace. meu amor cria laço. só sei amar no tom do outro que me recria em sonhos mundanos. eu amo porque amo. ou amo porque não sei ser senão amor.

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