às vezes acordo no susto, no meio da noite, pensando que amanheceu. me atrapalho nos horários. checo o despertador uma-duas-três-quatro vezes. tudo me chega no susto. de repente me vejo tão atarefada que esqueci como se dá uma risada sem ser pelo fato de que nos sábados eu me permito o ócio. mentira. aos finais de semana há também as ocupações. e nos feriados. e nas segundas-feiras quando deveria me programar e assistir às sessões no cinema universitário a dois reais. me atrapalho no meio das correções. me atrapalho com os planejamentos, com as nomenclaturas todas. me atormentam na mesma proporção. cumpro a sina dos prazos. eu queria dormir uns dias. esquecer que entre um intervalo e outro, enquanto me entedio num tempo vago e encaro o copo de café exageradamente açucarado que me lembra dos longos dias que só faço cumprir a rotina e quase esqueço que existe em mim - ainda - um corpo que reclama solidão na hora em que encosto a cabeça no travesseiro sabendo que meu despertador foi desprogramado por míseros dois dias e não existe nenhum outro corpo ao lado.

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