20' fev. 2009: 18h. transatlântico em mim. agüei por dentro (ainda em trema e tremo). chorei na página 50. no limite do papel com o fim da palavra que me cruza. citou Nassar e falou em partir. partimos para não voltar. eu sei. ela sabe. há dias a tal ternura invadiu. a graça da tristeza bonita. sentimentalismos, constato. então encosto o livro no nariz. cheiro. a vista embaça. o olho esquerdo escorre primeiro. não movo um milímetro. transatlântica, eu sou. minha cidade tem mar. sem coincidência alguma. ela fala em permanecer. mas é tarde. penso no tempo. fica, repito em voz alta antes das informações bibliográficas. já não dá mais. todas as coisas são - mesmo - de partir.

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