palimpsesto: não era segredo. do final não gosta muito. e ele sabe. eu disse sem medo. e era fácil perceber meu gosto particular - às vezes confuso, confesso. ou gosta de outono, ou gosta de outubro. e se me indagasse eu saía muda. não sabe explicar: não tem problema. a coerência me escapava naqueles dias. e eu sem medidas, contava meus cacos-casos-acasos. madrugada insone. de repente o mundo tão confuso neste espaço-tempo que é viver. da metade sabe pouco. ou sabe de nada ou sabe de tudo. eu suspirava o não dito. não gosta de falar: não tem problema. mas ele sabia o meu silêncio. eu tão desordenada num antes-agora. e ele todo poesia. tudo bem. eu já sabia.


- do itálico, Jean Boëchat em 04.10.08, S.P.

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